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 SHAKTI | 24 de Junho de 2004

John McLaughlin e Zakir Hussain Mestres do jazz e da clássica indiana no Coliseu de Lisboa

Shakti
 
Autores de dois belíssimos discos ao vivo, “Shakti” e “Remember Shakti”, o projecto homónimo quer une músicos ocidentais de jazz, com reputados instrumentistas da clássica indiana apresenta-se em espectáculo único, no próximo dia 9 de Julho, no Coliseu de Lisboa.

Deverão estar em palco os seguintes elementos:

John McLaughlin (Guitarra)
Zakir Hussain (Tablas)
V. Selvaganesh (percussões)
U. Shrinivas (mandolim eléctrico)
Shankar Mahadevan (voz)

Shakti, a designação indiana para deusa Indu que protegia as crianças, deu nome a um dos primeiros projectos de fusão entre o jazz e a contemporânea com a música clássica indiana, numa base de improviso e inovação, que surgiu em meados dos anos 70. Na altura o inglês McLaughlin, uniu esforços com o violinista indiano Shankar e o percussionista (também indiano) Zakir Hussain. Passados quase 20 anos, McLaughlin que nunca escondeu o seu interesse pelo misticismo oriental, chegando mesmo a envergar indumentárias brancas à semelhança do seu guru espiritual Snr I Chimnoy, volta a encontrar-se com Zakir Hussain - um exímio intérprete de tablas com a mente aberta ao ocidente, que chegou a tocar com Van Morrison, George Harrison e Tito Puente. Esta nova formação integra agora mais dois nomes indianos: Vikku Vinayakram, percussionista de ghatam - o parente pobre das tablas com uma sonoridade mais grave - habituado também a experiências com músicos ocidentais (Herbie Hancock, Peter Gabriel) e ainda Hariprasad Chaurasia em bansuri, mais um músico fortemente enraizado na clássica indiana, que tem expandido as possibilidades expressivas desta flauta do Norte da Índia, ao colaborar, por exemplo, com Jan Garbarek.
Neste projecto Remember Shakti, mais meditativo que o anterior, além de todo o virtuosismo destes rodados instrumentistas, nota-se uma perfeita sintonia entre os quatro elementos. Não só McLauglin que fala como um indiano a língua raga em decomposição criativa, como os músicos asiáticos compreendem perfeitamente todo o vocabulário ocidental. Notável

Luís Rei (em Crónicas da Terra)